Roçando nas garras negras
um grosso calculado imaginário permitido
te fosse verdade uma vez contada,
queimava junto sem tremer uma só corda
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Descrente
Tranca suas botas no porão que elas não te fazem mais bom uso do dom que bom que Deus pôde te dar
que Dele suas vísceras se fazem bonitas e coloridas e tudo fora com um significativo bater de palmas,
sua palmatória, minha dor,
minha exposição, teu sentimento
eu acho
você achando por tudo que Ele não foi capaz
Ele se deixando levar com um significativo bater de asas de um antigo pássaro ancestral
que nem desses ancestrais eu tomei o gosto
o gesto no batente
igual
igual
repito:
igual
igual
que Dele suas vísceras se fazem bonitas e coloridas e tudo fora com um significativo bater de palmas,
sua palmatória, minha dor,
minha exposição, teu sentimento
eu acho
você achando por tudo que Ele não foi capaz
Ele se deixando levar com um significativo bater de asas de um antigo pássaro ancestral
que nem desses ancestrais eu tomei o gosto
o gesto no batente
igual
igual
repito:
igual
igual
Frutífero inarmônico
Teu silêncio me quebra. E faz tanto tempo que nem me lembro mais. Como tudo foi e foi mas não adiantou e quebrou o que me aterrava firme e seguro. Nenhum mais esconderijo nenhum mais para descobrir depois só depois de achado saber que não estava em lugar algum. Mais que um peixe pedra podre na laje, um espírito carcomido devorando através de roupas e andando nas mesmas ruas que eu e você e junto sem nem se desconsolar ou se abater sobre algo que fosse mais talvez nem mais mas com certeza algo qual de importante como o espelho que se atira mil faces tonitruantes lamentosas. Foi tudo que não tinha certeza, não foi? Na minha casa deixei ela partir a pé: larguei suas ventosas tentaculares e pude cavar à vontade, sem me incomodar com o cachorro dos vizinhos sufocado no monte de terra que criava. E é, afinal, o fluxo da vida que no morro é mais aparente mas aqui no mar parece se perder pelos rostos bronzeados que escondem a macilência doentia do real caráter do ser. A casa que foi criada pela palavra deve ser mais do que o procurado pelo submerso navegante perdido; o lar que repousa dentro de nós e o amor eterno; OS DOIS os dois maiores preconceitos disso que atacamos frente à frente em campo aberto, sua mortalha cor-de-pele e impagável sobre a expressão sofrida é o que jaz molecularmente ativo nos céus que recobrem o esconderijo de polpa de arranha-céus proferidos, ah, proferidos que todos seríamos esmagados pela cobiça e luxúria que afinal é o problema para quem não tem barriga e não se cansa de se tocar, o nosso amor que é jaula que nos fere que deixa a carne à mostra e acalenta o fálico com um edredom de prepúcio que os judeus choram ao vê-lo no chão, espermeando sangrando destituido desse amarelão de vida. Que me diz de alguém que é mais que alguém que eu tomo por especial? O costume deixou nos tão familiares com nossa própria pessoa que esquecemos do velhinho cego e corcunda chamado Conosco, aquele que guarda um papagaio no fundo da casa e um cachorro fila preso nos dias de semana, aquele que deixou de ser para existir sabor?
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sujo
quis
entender o que era a última vogal
de todos os cantos e lamentos
a última fatal que não poderia ser não desperdiçada
(assumir o mundo é sobriedade)
quis
escrever como riscar fósforos e por em chamas
como se a superfície atingida fosse mais que rídicula
entender o que era a última vogal
de todos os cantos e lamentos
a última fatal que não poderia ser não desperdiçada
(assumir o mundo é sobriedade)
quis
escrever como riscar fósforos e por em chamas
como se a superfície atingida fosse mais que rídicula
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Cuidado tenso ten
Suas doze vozes táo leves,
deixando escapar todos seus espacos
e o cabelo negro se deixando vencer
com correntes no pescoco, esqueceu seu lugar
e pediu por favor
para relembrar
Correndo o risco de todo seu pescoco
perfumado e generoso'
oferece tudo que pode com sobremesas
deixa de ser
com todos os interiores da memoria
com seu estupor de permissao agora
De leve deixado castrado de novo,
jovem,viv o, entregado ao osso.
Sempre vozes, fracas ou fortes.
Leve e levantado ao cambio fora de si.
E quando levantei fora de mim
sobre pus a vontade rejeitada sobre
medicos e o inferno
invernal logo e colocado dentre falas
astuciaqs e fraquice.
Suas maos se entregando
busacando a aceitacao de todas as outras vezes
seu corpo em vao
suas blusas machucadas no coracao
seu coracao em passarinhos cantantes
diversao em rimas.
Como poderia cantar grosso
sem saber os significados
Como sua barba toda aguentaria os chás
e dissesse nao uma vez que fosse
explodiria entao
Exasperando dentre logos
raios e forasz falsos junto a doencas
caro nas caras destres mal educadas
e machucadas pelo juvenil
despresado pela areia que aruinara seu corpo
'rijo e fora de si inundado pela emergencia forte e falsiforme
Todos os poros rindo e chorando
conforme o ritmo de cada mentira
cada passo escondido por detras do escuro que fora
em outro dia, fora em chuvas de outros dias
as letras arruinadas caindo em váo
dialogando por barulhos
eles nunca viram
porque nunca pudesse ve
Atras das mascaras ou de qualquer traco
de um pecado inocente e genetico
inundado pelo escuro traco da maldade
maldita e repudiada.
atras das mascaras sujas e loucas,
podres e verdadeiras como o rosto do mundo,
do homem e do genio.
sujo, podre,hoje, eu e voce.
Sozinho, buscando na mina imaginaria
o eterno pai beberráo perdido pela tempestade
do norte, do vinho roxo solitario
nao deixou suas cores somarem vidas
nunca deixou o vermelho natalino afetrar seu desempenho
tao fora do natural
de porcelana
quebra
Quem vai ser que aguentara
toda essa pressao do verdadeiro eu
do verdadeiro fraco sem falsas preposicoes
sempre longe de mim
a consciente conciencia logistica
logo esta fora nessa barriga
nessa voz'
nessa minuto prego preguejado retratado pelo louco despedacado
Seu pessoal deixado de fora ao lado direito da linha
o finalpossivel
toma a cadeira quebrada que te cai no instante do subito
quando descobrira
porque enterraste a ti mesmo
ao primeiro quando dito tragado
ao despedaco de quebras foliculares
nariz igual a corpo
sobre lembrancas de joao quem foi
e ele quando recusou seu proprio cheiro
percebeu
essencia era essencial perto do rosto sujo'
que nunca ofi e nuca sera
perto da intenca capciosa perto
da lagrima cumiciosa
rimitificada e perdida dentre os lados do rabo escuro
como o inferno solsticial.
Cada umidade malabarista
pedindo a vida mais do que deixaria
as pernas paradas, nem que para sempre
o w esquecido nunca lembrado
chora sozinho
se vanfgloria na unica singela memoria e orgulho
de permanecer
no solitario solitar
pecador na boia do tempo
sofre apenas pelo medo
de afundar e se espalhar por todos os lados
ao menos onde o sol nunca deixar de brilhar
(e daqui para frente sempre se acatara sem saber todos os feiticos)
Fogo errado quemiou desejo
se separou mas nunca esquece
monja de jogo sem tremedeira
uma vez por favor que seja brinque esquece vomito de sombra na sombra
deixando escapar todos seus espacos
e o cabelo negro se deixando vencer
com correntes no pescoco, esqueceu seu lugar
e pediu por favor
para relembrar
Correndo o risco de todo seu pescoco
perfumado e generoso'
oferece tudo que pode com sobremesas
deixa de ser
com todos os interiores da memoria
com seu estupor de permissao agora
De leve deixado castrado de novo,
jovem,viv o, entregado ao osso.
Sempre vozes, fracas ou fortes.
Leve e levantado ao cambio fora de si.
E quando levantei fora de mim
sobre pus a vontade rejeitada sobre
medicos e o inferno
invernal logo e colocado dentre falas
astuciaqs e fraquice.
Suas maos se entregando
busacando a aceitacao de todas as outras vezes
seu corpo em vao
suas blusas machucadas no coracao
seu coracao em passarinhos cantantes
diversao em rimas.
Como poderia cantar grosso
sem saber os significados
Como sua barba toda aguentaria os chás
e dissesse nao uma vez que fosse
explodiria entao
Exasperando dentre logos
raios e forasz falsos junto a doencas
caro nas caras destres mal educadas
e machucadas pelo juvenil
despresado pela areia que aruinara seu corpo
'rijo e fora de si inundado pela emergencia forte e falsiforme
Todos os poros rindo e chorando
conforme o ritmo de cada mentira
cada passo escondido por detras do escuro que fora
em outro dia, fora em chuvas de outros dias
as letras arruinadas caindo em váo
dialogando por barulhos
eles nunca viram
porque nunca pudesse ve
Atras das mascaras ou de qualquer traco
de um pecado inocente e genetico
inundado pelo escuro traco da maldade
maldita e repudiada.
atras das mascaras sujas e loucas,
podres e verdadeiras como o rosto do mundo,
do homem e do genio.
sujo, podre,hoje, eu e voce.
Sozinho, buscando na mina imaginaria
o eterno pai beberráo perdido pela tempestade
do norte, do vinho roxo solitario
nao deixou suas cores somarem vidas
nunca deixou o vermelho natalino afetrar seu desempenho
tao fora do natural
de porcelana
quebra
Quem vai ser que aguentara
toda essa pressao do verdadeiro eu
do verdadeiro fraco sem falsas preposicoes
sempre longe de mim
a consciente conciencia logistica
logo esta fora nessa barriga
nessa voz'
nessa minuto prego preguejado retratado pelo louco despedacado
Seu pessoal deixado de fora ao lado direito da linha
o finalpossivel
toma a cadeira quebrada que te cai no instante do subito
quando descobrira
porque enterraste a ti mesmo
ao primeiro quando dito tragado
ao despedaco de quebras foliculares
nariz igual a corpo
sobre lembrancas de joao quem foi
e ele quando recusou seu proprio cheiro
percebeu
essencia era essencial perto do rosto sujo'
que nunca ofi e nuca sera
perto da intenca capciosa perto
da lagrima cumiciosa
rimitificada e perdida dentre os lados do rabo escuro
como o inferno solsticial.
Cada umidade malabarista
pedindo a vida mais do que deixaria
as pernas paradas, nem que para sempre
o w esquecido nunca lembrado
chora sozinho
se vanfgloria na unica singela memoria e orgulho
de permanecer
no solitario solitar
pecador na boia do tempo
sofre apenas pelo medo
de afundar e se espalhar por todos os lados
ao menos onde o sol nunca deixar de brilhar
(e daqui para frente sempre se acatara sem saber todos os feiticos)
Fogo errado quemiou desejo
se separou mas nunca esquece
monja de jogo sem tremedeira
uma vez por favor que seja brinque esquece vomito de sombra na sombra
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Erro
Outro dia, outra palavra
palavra que falta como aquela menina
que passa
o sobrante que esquece
da vida que não leva
(ela o leva nas costas e sua)
palavra que falta como aquela menina
que passa
o sobrante que esquece
da vida que não leva
(ela o leva nas costas e sua)
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Saído
Beijo meio repartido
um algo de cristal
quebradiço, tensionado,
tratado como sem porquê
quase que acreditei
um algo de cristal
quebradiço, tensionado,
tratado como sem porquê
quase que acreditei
Que bruma
e o sol raiou
o passarinho se molhou na lágoa
deixou em pacotes sua memória para depois
e toda vida deixa e quebra e deixa que quebre
o passarinho se molhou na lágoa
deixou em pacotes sua memória para depois
e toda vida deixa e quebra e deixa que quebre
Epitáfio: me estimule
Todo o desejo do mundo
em disposição à vista
ao alcance
o tempo se espicha
e cômodos acolchoados e a alegria dos arredores
Quer, quer, quer
quem quer mais?
querem querer contornar os quereres?
quem que cometeu o trago da vida?
em disposição à vista
ao alcance
o tempo se espicha
e cômodos acolchoados e a alegria dos arredores
Quer, quer, quer
quem quer mais?
querem querer contornar os quereres?
quem que cometeu o trago da vida?
Vai?
Por favor,
diga que não dirá por favor por mim,
não me faça pedir por favor,
não me peça
Grotesco,
não vê no escuro
que mesmo em suas cobertas e seus cigarros apagados
eu mal me aguento de pé
e tem milhas de pés sobre mim
diga que não dirá por favor por mim,
não me faça pedir por favor,
não me peça
Grotesco,
não vê no escuro
que mesmo em suas cobertas e seus cigarros apagados
eu mal me aguento de pé
e tem milhas de pés sobre mim
Descompromissos
Ele uma meia verdade improvável,
acha que acha e mente por mentir,
recolhido semanalmente e dado como fogo à história
Ela o que se esperou por tanto tempo
o quebrar do lacre o estourar do tímpano com asas à fantasia
a relembrança de que nada desse certo teria ainda cama
Trazia no peito de cada recém nascido,
de cada eles que viam e se faziam
que o mundo é uma porra de uma ferida aberta
acha que acha e mente por mentir,
recolhido semanalmente e dado como fogo à história
Ela o que se esperou por tanto tempo
o quebrar do lacre o estourar do tímpano com asas à fantasia
a relembrança de que nada desse certo teria ainda cama
Trazia no peito de cada recém nascido,
de cada eles que viam e se faziam
que o mundo é uma porra de uma ferida aberta
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Partido
de roxo, de liláses mais purpúreos
de tantas e tantas vezes partículas se amontoando
pensamentos e despensamentos do instinto
mais direito que esquerdo
mais alpha do que gama,
de cada tonalidade o mundo se reflete humano
(pela luz humana natural)
e como um químico,
um deus vivo ser pensante ilógico para abstrair
dessa hipocrisia da existência a raiz do sentido
pela lógica que se abstem em sua própria história,
o contador de histórias
para cada mal que visto e recontado,
onde estará a maldade?
o saudosismo, o sentimento esquecido de verdes anos atrás
e talvez - ainda - nenhuma ano que se passou!
escondida, nunca vista e sempre lembrada,
pressentida,
sentida antes da constatação espiritual que seja que for
antes da menção, lá está
que gente horrível!
(tungs que carrega todo seu amor nacionalista,
salvador de nações inteiras abatidas, delação de potássio,
a essência da crueldade inerente à partículas atômicas jaz em sua presença,
monstro!)
mesclam-se vidas, corroem-lhe os olhos
procure à vontade, procura-se uma boa vontade
que pensas que acha não vê que não vêm jamais
mal que está em nós em antes que neles!
de tantas e tantas vezes partículas se amontoando
pensamentos e despensamentos do instinto
mais direito que esquerdo
mais alpha do que gama,
de cada tonalidade o mundo se reflete humano
(pela luz humana natural)
e como um químico,
um deus vivo ser pensante ilógico para abstrair
dessa hipocrisia da existência a raiz do sentido
pela lógica que se abstem em sua própria história,
o contador de histórias
para cada mal que visto e recontado,
onde estará a maldade?
o saudosismo, o sentimento esquecido de verdes anos atrás
e talvez - ainda - nenhuma ano que se passou!
escondida, nunca vista e sempre lembrada,
pressentida,
sentida antes da constatação espiritual que seja que for
antes da menção, lá está
que gente horrível!
(tungs que carrega todo seu amor nacionalista,
salvador de nações inteiras abatidas, delação de potássio,
a essência da crueldade inerente à partículas atômicas jaz em sua presença,
monstro!)
mesclam-se vidas, corroem-lhe os olhos
procure à vontade, procura-se uma boa vontade
que pensas que acha não vê que não vêm jamais
mal que está em nós em antes que neles!
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